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Em 2001, Júlio Bastos adquire a propriedade que ele acha a mais adequada para plantação de novas vinhas e em 2002 compra uma vinha que actualmente tem mais de 50 anos, com uma herança genética de mais de 100 anos, que faz extrema com a propriedade anteriormente adquirida. Esta vinha tem a particularidade de manter praticamente as mesmas características, tanto de solos como de castas, daquela que outrora produzia as uvas utilizadas na vinificação dos antigos vinhos produzidos nesta Quinta.
Actualmente existem 80 ha de vinhas, dos quais 12ha são de uva Branca e 68ha de uva Tinta. Estas vinhas estão plantadas na sua maioria em terrenos ricos argilosos, com alguma influência calcária e muito boa retenção de humidade.
As nossas vinhas têm a particularidade de não serem regadas, sendo sujeitas a um "stress” hídrico, resultando uma menor produção e melhor qualidade.
As castas Tintas predominantes são, o Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Além destas temos ainda o Cabernet Sauvignon, Syrah, Petit Verdot e Aragonês. Quanto as castas Brancas, temos em maioria o Viognier, além de Viosinho, Arinto e Antão Vaz.
No início deste novo projecto, a antiga adega da Quinta é totalmente restaurada e ampliada equipada com os mais modernos equipamentos, mas ao mesmo tempo mantendo os famosos lagares em mármore, onde, ainda hoje é feita a vinificação de grande parte dos vinhos, usando a tradicional "Pisa da Uva”.
Na cave da adega encontram-se barricas de Carvalho Francês e Americano, numa proporção de 80% para 20%, onde o vinho é estagiado até estarem aptos para serem engarrafados.
… esta casa apalaçada do princípio do Séc. XVIII é hoje um ponto de referência, não só pela sua beleza como também pela sua história e qualidade dos vinhos que sempre produziu. O seu interior é rico em azulejos do século XVIII, e o mármore, típico da região, encontra-se também um pouco por todo lado. Segundo conta a história, a Quinta foi adquirida em tempos por D.João V para oferecer a uma cortesã, D.Maria, por quem estava perdidamente apaixonado.
Foi essa cortesã que deu o nome à Quinta e ao vinho que aqui é actualmente produzido. Esta Quinta é também conhecida como Quinta do Carmo, pois numa época posterior à edificação da casa, construiu-se uma capela datada de 1752, que foi dedicada e consagrada a Nossa Senhora do Carmo.
No final do pátio de entrada encontra-se o Jardim, todo ele murado, rico em palmeiras seculares e com recantos cheios de história. No centro do jardim encontra-se um caramanchão de ferro entrelaçado, que cria um espaço fresco e acolhedor. Há também um pequeno lago com uma cascada de pedra e ainda um antigo tanque de rega onde se encontra uma estátua de Neptuno em mármore branco, empunhando o tridente, dominando uma nereida de monstros marinhos.